Histórias curtas, pequenos comentários, pequenos poemas - meios de libertar "pressão", que passa a ser... "EX-PRESSÃO".
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20 de outubro de 2010
18 de outubro de 2010
FRUSTRAÇÃO
Na rua a multidão berrava:
- Viva Fulano!
- Viva!
- Viva Beltrano!
- Viva!
- Viva Sicrano!
- Viva!
Fugiu para o café próximo. Quando entrou, estava toda a gente a olhar para a porta. (- Estão a olhar para mim - pensou). Berrou:
- Viva Eu!
Ninguém correspondeu.
Frustrado, dirigiu-se ao lavabo.
Urinou. Ficou aliviado.
- Viva Fulano!
- Viva!
- Viva Beltrano!
- Viva!
- Viva Sicrano!
- Viva!
Fugiu para o café próximo. Quando entrou, estava toda a gente a olhar para a porta. (- Estão a olhar para mim - pensou). Berrou:
- Viva Eu!
Ninguém correspondeu.
Frustrado, dirigiu-se ao lavabo.
Urinou. Ficou aliviado.
16 de outubro de 2010
15 de outubro de 2010
ORÇAMENTIR
Eu orça minto
Tu orça mentes
Ele orça menta(mente)
Nós orça mentimos
Vós orça mentis
Eles orça mentem
(Deveremos acreditar? Em quem?)
"É preciso acreditar
é preciso acreditar
que o sorriso de quem passa
é um bem para se guardar
(...)"
Canta: Luiz Goes
Tu orça mentes
Ele orça menta(mente)
Nós orça mentimos
Vós orça mentis
Eles orça mentem
(Deveremos acreditar? Em quem?)
"É preciso acreditar
é preciso acreditar
que o sorriso de quem passa
é um bem para se guardar
(...)"
Canta: Luiz Goes
10 de outubro de 2010
A ÚLTIMA VIAGEM DO GUERREIRO
No meio da confusão - tiroteio, gritos, bazucadas, roquetadas - ouviu ao pé de si um grande estouro. Depois foi o silêncio.
........................................................................
Agora navegava num rio escuro, fundo e espesso. A canoa avançava a impulsos do remador. O remo à ré.
A água sempre, sempre escura. Céu não havia. Uma luz ténue a afastar-se. Longe.
A canoa penetrava no escuro, aos solavancos. Ele, deitado, adivinhava o vulto do remador, o oscilar das vestes, o capuz que lhe cobria o rosto, os braços que repetiam o gesto.
Havia um grito agudo, angustiante. Não sabia se lhe estava dentro da cabeça ou se vinha de longe.
Por entre o grito ouvia vozes graves, profundas. Ora próximas, ora distantes. Talvez, também, murmúrios de quem reza.
Assim ficou. A canoa suspensa sobre a água. Vozes. E o grito. Vozes, vozes. Perto, perto. Durante muito tempo.
Sentiu que abria os olhos. Por entre um manto vermelho, para além tudo era branco.
- Porquê? Porquê? - perguntou-se.
Sentia uma grande angústia. Fechou os olhos.
A cabeça batia com força. E o grito aumentava, aumentava. Ouviu berrar. Alguém chamava. O remador empurrava-lhe, agora, o peito ao ritmo de quem rema.
Tentou gritar. Não conseguiu. O grito ficou-lhe encalhado na garganta.
Tudo foi ficando escuro lentamente, lentamente...
NUNCA MAIS.
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Agora navegava num rio escuro, fundo e espesso. A canoa avançava a impulsos do remador. O remo à ré.
A água sempre, sempre escura. Céu não havia. Uma luz ténue a afastar-se. Longe.
A canoa penetrava no escuro, aos solavancos. Ele, deitado, adivinhava o vulto do remador, o oscilar das vestes, o capuz que lhe cobria o rosto, os braços que repetiam o gesto.
Havia um grito agudo, angustiante. Não sabia se lhe estava dentro da cabeça ou se vinha de longe.
Por entre o grito ouvia vozes graves, profundas. Ora próximas, ora distantes. Talvez, também, murmúrios de quem reza.
Assim ficou. A canoa suspensa sobre a água. Vozes. E o grito. Vozes, vozes. Perto, perto. Durante muito tempo.
Sentiu que abria os olhos. Por entre um manto vermelho, para além tudo era branco.
- Porquê? Porquê? - perguntou-se.
Sentia uma grande angústia. Fechou os olhos.
A cabeça batia com força. E o grito aumentava, aumentava. Ouviu berrar. Alguém chamava. O remador empurrava-lhe, agora, o peito ao ritmo de quem rema.
Tentou gritar. Não conseguiu. O grito ficou-lhe encalhado na garganta.
Tudo foi ficando escuro lentamente, lentamente...
NUNCA MAIS.
9 de outubro de 2010
MENTO
Eu orçamento
Tu orçamentas?
Ele diz que orçamentará
Nós talvez orçamentemos
Vós orçamentais?
Eles não querem orçamentar
Tudo tão complicado!
- Não será de orçar
o próprio mento?
Não estará demasiado?
--------
P.S.- Muitos transportam SEMPRE o seu QUEIXO acima do ninel médio das águas do mar.
Tu orçamentas?
Ele diz que orçamentará
Nós talvez orçamentemos
Vós orçamentais?
Eles não querem orçamentar
Tudo tão complicado!
- Não será de orçar
o próprio mento?
Não estará demasiado?
--------
P.S.- Muitos transportam SEMPRE o seu QUEIXO acima do ninel médio das águas do mar.
8 de outubro de 2010
PHRASES MVRAES - III
Comprei uma tesoura GRANDE antes que os 23% de IVA entrem em vigor.
Agora tenho que decidir onde e como OS devo cortar.
Agora tenho que decidir onde e como OS devo cortar.
7 de outubro de 2010
6 de outubro de 2010
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