Histórias curtas, pequenos comentários, pequenos poemas - meios de libertar "pressão", que passa a ser... "EX-PRESSÃO".
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16 de agosto de 2020
NO FIM DO VERÃO VOCÊS VERÃO
O que neste momento mais desejo é que, passado este tempo quente, concluir que me enganei, que não tinha razão nestas previsões que ando a congeminar.
Basta olhar em volta e ver os comportamentos das pessoas no trato consigo mesmas, com os seus familiares, com os que lhes estão fisicamente próximos - em restaurantes, esplanadas, em ambiente balnear e em outros espaços de lazer ou de utilização pública.
As atitudes e os comportamentos são quase exactamente os mesmos que se podiam observar no ano passado ou em outros anos. Parece que não estamos numa situação de pandemia.
A acrescentar a tudo isto há quem insista que o Governo está a coarctar as liberdades dos cidadãos, proibindo ou condicionando manifestações artísticas, políticas, futebóis e outras, limitando a liberdade de reunião ou de expressão. Ao que parece, não estamos a viver circunstâncias extraordinárias, a viver uma situação de pandemia...
A máscara está a ser usada somente onde é estritamente obrigatória e, logo que é abandonado o espaço ou a circunstância de obrigatoriedade, é imediatamente retirada. Mesmo quando está a ser usada, o nariz (que absorve e expele quase tanto ar como a boca) é, muitas vezes, deixado a espreitar para fora da máscara para que o "coitado" possa respirar ou poder assumir-se em comportamento irreverente. Ao saírem de ambiente fechado (onde o uso da máscara é obrigatório), vemos os mais "meticulosos", ao interromperem o uso, dobrarem-na em quadradinhos cada vez mais pequenos e, depois, colocarem-na num bolso. Claro que não foi possível verificar se a parte exterior da mesma continha já uns quantos dos tais vírus... Outros, mantendo-a presa nas orelhas, deslocam-na para a altura do queixo, para o meio da testa, para o alto da cabeça, para detrás do pescoço, etc.. Logo que volte a ser de uso obrigatório, retoma a posição facial (tapando ou não o nariz).
Usa-se e abusa-se dessa forma de cumprimento "moderno" - cotovelo contra cotovelo - acompanhado de um ar irónico ou brincalhão. Mas, pouco depois, num acesso de grande amizade, vem um grande abraço ou... dois beijinhos, caso estejam envolvidas mulheres.
Luvas? Por vezes. Mas, melhor que usar luvas, talvez seja lavar as mãos com frequência.
É notória a displicência nos comportamentos, procurando mostrar "que não se tem medo", como se não houvesse um perigo real a recear.
Muitas pessoas ainda não "realizaram" (como agora "anglofonicamente" se diz) que o risco de contágio pode estar presente em qualquer momento e em qualquer lugar, embora se tenha que continuar a viver.
E há mesmo quem afirme que estamos a viver já a época "post-COVID", desconhecendo aquilo que todos os dia acontece e é noticiado.
Espero, SINCERAMENTE, estar enganado. Mas, no fim do Verão, veremos.
25 de julho de 2020
VÍRUS LINGUÍSTICOS (também importados)
Há alguns anos atrás realizámos, na hora, que o mundo estava ficando lotado.
Foi.
19 de julho de 2020
MÁSCARA III
Modalidades de uso de máscara quando em espera:
- Máscara na mão
- Máscara no bolso
- Máscara como colar
- Máscara como penso de papeira
- Máscara como tapa-testa
- Máscara como "bandolette"
- Máscara como arrecada de uma orelha
- Máscara como pulseira
QUESTÃO: Qual das modalidades é mais segura se a máscara já estiver infectada?
18 de julho de 2020
MÁSCARA I
A máscara do medo e a máscara da vergonha
- Ele não usa máscara porque tem medo que pensem que tem medo.
- Ela não usa máscara porque, quando a olham, fica com vergonha.
22 de junho de 2020
VÍRUS E COMPORTAMENTOS
É certo que há cem anos, em tempos de pneumónica, a situação geral de miséria era muito grande e não havia meios sanitários, médicos, medicamentosos e hospitalares para combate à pandemia. Tudo isso explica a desgraça que aconteceu.
Mas, agora, neste nosso tempo, com a COVID 19, embora as condições não sejam as melhores em todos os ambientes humanos e não haja medicação assertiva, temos meios muito mais desenvolvidos. MAS, convém não esquecer que, no nosso tempo, o risco de contágio aumentou substancialmente devido à mobilidade actualmente existente: meios privados e públicos colocados à disposição das pessoas que lhes possibilitam rápidas deslocações para outros espaços, com posterior regresso ao seu meio habitual, levando e trazendo o vírus que se pretende eliminar ou, por enquanto, controlar.
ASSIM,
mais que, por vezes, adocicar a brutal realidade que estamos vivendo, para salvaguardar a imagem externa do país por razões de ordem económica, que transmite, internamente, para o cidadão comum uma melhoria da situação viral, importa é divulgar uma imagem real, a realidade CRUA e tudo aquilo que mais poderá acontecer, para que esses mesmos cidadãos tomem consciência (se assustem, até) para que se comportem de uma forma cuidadosa, responsável, consciente e contida. Assim será EVITADO O CONTÁGIO e a PROPAGAÇÃO DO VÍRUS que poderá atingir proporções impossíveis de controlar, pois os meios hospitalares e o pessoal de saúde não são ilimitados.
Ao que parece, causar MEDO (mostrar imagens da realidade existente - fotos e vídeos - porque as pessoas não lêem) será a única via para convencer quem já mostrou não ter a mais pequena porção de bom senso.
21 de junho de 2020
12 de maio de 2020
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