Histórias curtas, pequenos comentários, pequenos poemas - meios de libertar "pressão", que passa a ser... "EX-PRESSÃO".
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4 de junho de 2018
JÁ NÃO HÁ "PIRATAS"...
... na Praça dos Restauradores, em Lisboa.
MAS... há tuk-tuk's e tur-istas. MUITOS !!
2 de junho de 2018
16 de abril de 2018
O SISTEMA
- Então?
- Não consigo.
- Não consegue?
- Não.
- Porquê?
- O sistema foi abaixo.
- O quê?!
- O sistema foi abaixo.
- Quem o deitou abaixo?
- Foi abaixo... sozinho.
- Sozinho?!
- Sim...Foi...
- Que frustração!
- Porquê?
- Tanta gente estragou a sua vida, perdeu a vida a lutar contra o sistema, morreu sem conseguir derrubar o sistema e, agora, vai abaixo sozinho... É uma frustração!
28 de março de 2018
O nosso dinheiro
É a banca aquele monstro que se sustenta das fazendas, do sangue, das vidas e, quanto mais come e consome, tanto menos se farta.
(...)
O rico não tem segura a sua fazenda, o pobre não tem seguro o seu suor (...) e até o nosso dinheirinho nos cofres e nas caixas fortes não está (totalmente) seguro.
(Que o Padre António Vieira me perdoe!)
17 de março de 2018
SUB-VIVER
Sub-viver é, afinal, ir sobrevivendo.
Sub-viver é sobreviver no fundo dos fundos, na impossibilidade de acesso aos bens que garantem a dignidade da vida humana.
É ir vivendo, vivendo, a tentar afastar a realidade, na esperança de que as circunstâncias melhorem no momento seguinte ou em futuro próximo. Porque há (quase sempre) esperança. Esperança desesperada.
Quando a esperança escasseia ou desaparece e caso haja, ainda, forças, surgem as várias saídas: o suicídio, a resistência individual ou a luta colectiva (caso se trate de um grupo ligado por sentimentos de pertença ou de afinidade).
A luta acontece (quase) sempre que se agrava a sensação de se estar "cercado", procurando, por essa via, romper o "cerco", conseguir uma vida digna, meios e bens que garantam a dignidade e a sobrevivência da "comunidade", mesmo com o risco de se perder a própria vida.
A luta, nas mais diversas formas que se apresente (inclusive a guerra), é, afinal, uma forma de tentar sobreviver. Individual ou colectivamente.
5 de março de 2018
T E R
Ter não é suficiente. É-lhes necessário publicitar o que têm.
Essa publicitação, exibição daquilo que têm, parece ser a razão de ser de muita gente. Muito mais do que, simplesmente, terem.
Compram uma viatura automóvel. Mais do que a usarem, conduzirem, importante é mostrar que a têm. Os outros devem saber que a têm.
Assim, também, com uma nova casa, uma nova decoração da casa. Mas, nestes casos, não podem passear a nova casa ou a nova decoração da casa pela via pública. Solução: fazer um "road-show" de conhecidos e amigos (?), convidando-os para beber um copo lá em casa ou para jantar. Para que seja público e notório que têm.
Mas, atenção aos novos métodos. Os meios informáticos criaram instrumentos que vieram facilitar essa exibição: "facebook" e afins.
(Claro que só se exibirão a quem tenha a pachorra de andar envolvido nessas andanças).
21 de fevereiro de 2018
4 de fevereiro de 2018
PARÁBOLA DOS DEDOS DAS MÃOS
Estavam os dedos das mãos em conversa animada, quando o indicador da mão direita, a propósito de coisa nenhuma, se empinou todo, apontou o polegar da mão esquerda e, depois, fazendo um esforço de contorcionista, apontou, também, o polegar da sua própria mão, disse:
- Se não fossem estes dois, nós tínhamos uma vida muito mais sossegada. Por causa deles é que nós trabalhamos tanto.
- Ora essa! - foi a reacção imediata do polegar direito.
- Pois! Vocês, os polegares, sem nós não servem para nada. Nada! Ficavam sem ocupação. E sozinhos também não fazem coisa nenhuma. Mas como vocês estão aí, obrigam os outros a fazer esforços.
- Sem nós o que é que vocês faziam? - insistiu o polegar direito.
- Pouco. Mas era mais que suficiente. Era um descanso. Eu, por mim, limitava-me a apontar. Aqui o meu vizinho do lado direito fazia aquelas coisas que talvez não sejam bonitas, mas aliviam muito; o outro a seguir segurava os anéis e o pequenino coçava os ouvidos. Era um descanso de vida.
- Então e nós, os polegares, não servimos para nada?
- Sozinhos, para nada. Só sabem fazer oposição e obrigar os outros a trabalhar. É demais!
31 de janeiro de 2018
A "DITADURA" DOS CICLISTAS
Os ciclistas passaram a ter:
- pistas próprias e exclusivas para se deslocarem e
- ruas com prioridade e com limitação de velocidade para veículos automóveis que nelas (também) circulem.
São aplicadas coimas a quem não respeite as regras dessas vias.
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Ora, se observarmos TODOS os movimentos ciclistas pela cidade, importa perguntar qual deverá ser a coima aplicada aos ciclistas que:
- circulem em passadeiras para peões (pedalando) ou que
- circulem nos passeios para peões (pedalando).
No caso de circulação ciclista em passeios para peões (pedalando), haverá agravamento da coima quando o ciclista circule a uma velocidade superior à aconselhada pelo bom senso, atendendo às crianças e aos idosos que utilizam esses passeios?
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