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14 de julho de 2018

"COGITO ERGO SUM"


Cogito ergo sum.
Cogitar, pensar, matutar, é bastante para concluir que existimos?! Não, não é suficiente. Isso era no tempo de Descartes. Agora, para se poder concluir/provar que existimos, é necessário estar presente (assiduamente!) nas TV's e nas redes sociais, pois a realidade é:

"Quod non est in televisione non est in mundo"

5 de julho de 2018

PU-E-ZIA


Além dos direitos
dos animais
com dono ou sem dono,
que, além do mais,
não devem ser sujeitos
a mau trato e abandono,
há os animais dos direitos
que não têm dono.

PÔ-ET-SIE



ET MAINTENANT ?

Allors
que je t'adore
d'une façon tant guère,
allors
qu'est ce que tu vas me faire?

2 de julho de 2018

POW-A-TREE



I have said "I", not "i"
I, as you know, I'm always "I"
don't try,
(NEVER!)
force me to be "i".

______

I under-stand your viewpoint
your position
your decision
BUT...
flying as a falcon, not as a dove
in spite of under-standing
I will be ALWAYS flying over and above.

4 de junho de 2018

JÁ NÃO HÁ "PIRATAS"...



... na Praça dos Restauradores, em Lisboa.

MAS... há tuk-tuk's e tur-istas. MUITOS !!

16 de abril de 2018

O SISTEMA


- Então?
- Não consigo.
- Não consegue?
- Não.
- Porquê?
- O sistema foi abaixo.
- O quê?!
- O sistema foi abaixo.
- Quem o deitou abaixo?
- Foi abaixo... sozinho.
- Sozinho?!
- Sim...Foi...
- Que frustração!
- Porquê?
- Tanta gente estragou a sua vida, perdeu a vida a lutar contra o sistema, morreu sem conseguir derrubar o sistema e, agora, vai abaixo sozinho... É uma frustração!

28 de março de 2018

O nosso dinheiro



É a banca aquele monstro que se sustenta das fazendas, do sangue, das vidas e, quanto mais come e consome, tanto menos se farta.
(...)
O rico não tem segura a sua fazenda, o pobre não tem seguro o seu suor (...) e até o nosso dinheirinho nos cofres e nas caixas fortes não está (totalmente) seguro.

(Que o Padre António Vieira me perdoe!)

17 de março de 2018

SUB-VIVER



Sub-viver é, afinal, ir sobrevivendo.
Sub-viver é sobreviver no fundo dos fundos, na impossibilidade de acesso aos bens que garantem a dignidade da vida humana.

É ir vivendo, vivendo, a tentar afastar a realidade, na esperança de que as circunstâncias melhorem no momento seguinte ou em futuro próximo. Porque há (quase sempre) esperança. Esperança desesperada.

Quando a esperança escasseia ou desaparece e caso haja, ainda, forças, surgem as várias saídas: o suicídio, a resistência individual ou a luta colectiva (caso se trate de um grupo ligado por sentimentos de pertença ou de afinidade).

A luta acontece (quase) sempre que se agrava a sensação de se estar "cercado", procurando, por essa via, romper o "cerco", conseguir uma vida digna, meios e bens que garantam a dignidade e a sobrevivência da "comunidade", mesmo com o risco de se perder a própria vida.

A luta, nas mais diversas formas que se apresente (inclusive a guerra), é, afinal, uma forma de tentar sobreviver. Individual ou colectivamente.