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10 de agosto de 2018

ENCOMENDA POÉTICA



Pedi-te um ditirambo
que não falasse de ti
nem, tão-pouco, de mim
nem política ou futebol
mas (talvez) de um amigo.
Tu mordeste o anzol
versejaste em abundância
e o texto saiu assim:
partiste do Polo Norte,
regressaste a Portugal
e acabaste, afinal,
com vigor e redundância,
louvando o teu umbigo.

14 de julho de 2018

"COGITO ERGO SUM"


Cogito ergo sum.
Cogitar, pensar, matutar, é bastante para concluir que existimos?! Não, não é suficiente. Isso era no tempo de Descartes. Agora, para se poder concluir/provar que existimos, é necessário estar presente (assiduamente!) nas TV's e nas redes sociais, pois a realidade é:

"Quod non est in televisione non est in mundo"

5 de julho de 2018

PU-E-ZIA


Além dos direitos
dos animais
com dono ou sem dono,
que, além do mais,
não devem ser sujeitos
a mau trato e abandono,
há os animais dos direitos
que não têm dono.

PÔ-ET-SIE



ET MAINTENANT ?

Allors
que je t'adore
d'une façon tant guère,
allors
qu'est ce que tu vas me faire?

2 de julho de 2018

POW-A-TREE



I have said "I", not "i"
I, as you know, I'm always "I"
don't try,
(NEVER!)
force me to be "i".

______

I under-stand your viewpoint
your position
your decision
BUT...
flying as a falcon, not as a dove
in spite of under-standing
I will be ALWAYS flying over and above.

4 de junho de 2018

JÁ NÃO HÁ "PIRATAS"...



... na Praça dos Restauradores, em Lisboa.

MAS... há tuk-tuk's e tur-istas. MUITOS !!

16 de abril de 2018

O SISTEMA


- Então?
- Não consigo.
- Não consegue?
- Não.
- Porquê?
- O sistema foi abaixo.
- O quê?!
- O sistema foi abaixo.
- Quem o deitou abaixo?
- Foi abaixo... sozinho.
- Sozinho?!
- Sim...Foi...
- Que frustração!
- Porquê?
- Tanta gente estragou a sua vida, perdeu a vida a lutar contra o sistema, morreu sem conseguir derrubar o sistema e, agora, vai abaixo sozinho... É uma frustração!

28 de março de 2018

O nosso dinheiro



É a banca aquele monstro que se sustenta das fazendas, do sangue, das vidas e, quanto mais come e consome, tanto menos se farta.
(...)
O rico não tem segura a sua fazenda, o pobre não tem seguro o seu suor (...) e até o nosso dinheirinho nos cofres e nas caixas fortes não está (totalmente) seguro.

(Que o Padre António Vieira me perdoe!)